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02/07/2006 19:57

Eu ♥ minha barriga




Alguma vez eu já mencionei aqui que eu fui uma criança e uma adolescente gorda? Umas cinqüenta mil e trezentas vezes, certo? Quem me conhece sabe que essa é uma questão crucial na minha vida. Pra me entender, tem de saber que eu cresci sendo a gordinha da casa, a menos bonita de todas, a que se sentia um peixe fora d’água. Traumas, traumas, traumas – quem não tem o seu?

Conseqüência disso é que minha barriga nunca foi a parte preferida do meu corpo. Pelo contrário. Mesmo nas minhas fases mais magrinhas, ela sempre esteve devidamente escondida. Biquine, eu só passei a usar depois dos 20 e tantos – até então era só maiô – e nunca na vida gostei que me fizessem carinho na barriga. Acesso proibido.

Daí que chegaram o João e o Pedro... e mudaram tudo! Minha barriga nunca foi tão grande quanto é hoje. Há pelo menos dez anos meu peso na balança não é tão alto. E sério: eu amo muito tudo isso.

Bem verdade que lá pelos três meses de gravidez, quando a minha barriga de grávida era aquela coisa indefinida, nem grávida nem gorda, eu passei maus bocados na frente do espelho. Me sentia uma ameba sem forma. Não sabia se usava as minhas roupas (apertadas) ou as roupas recém-compradas de grávida (sacos de batatas).

Mas lá pelos quatro meses e meio, tudo mudou. Ela apareceu, redondinha, com a pele esticada, brilhando, apontando pra frente. Mostrando que meus pequenos ainda tinham muito pra crescer (e ainda têm!). E foi aumentando, aumentando, ao ponto das pessoas na rua já comentarem que “tá chegando a hora, hein!”.

Nem tá, eu respondo. Falta um bocado. É que a minha barriga é grande mesmo. Grande e linda.

enviada por Pequena






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